Não, eu não gosto de futebol. Posso assistir a um jogo ou a outro, mas não gosto. Não acho digno um jogo onde 22 pessoas correm atrás de uma única bola. Não acho interessante. A disputa em si, não é uma coisa que me atrai. Não sinto necessidade de ganhar de alguém além de mim mesmo, e por isso não gosto de esportes em geral. Pratiquei natação durante um tempo, mas não gosto de nadar para ganhar de outra pessoa, acho chatíssimo isso de ganhar. Também lutei judô quando era criança, mas não gosto daquele agarramento. Acho desnecessário. Agora tá na moda o UFC ou MMA, não sei bem como se chama, mas acho isso de uma chatisse sem fim. Dois homens se atracando, semi-nús, suados, fedendo, arrebentados, sangrando... Talvez um pornô Gay seja mais bacana, não sei. Não aprecio gente se estapeando! E mesmo que esteja na moda e agora tenha começado a passar no canal aberto, narrado pelo Galvão Bueno e coisa e tal, eu não consigo gostar, entendeu? Não, eu não gosto! Não gosto muito das coisas que estão na moda. É, nunca gostei de coisas que estão na moda e não são roupas de vestir. E também não visto roupas da moda, acho chato seguir esses conceitos. Quando eu era guri lançaram um carro chamado Monza e era o máximo pra todo mundo, mas eu não gostava. Era como se fosse um Corolla hoje em dia. Eu não gostava e não gosto. Também não gosto do Corolla. Não estou justificando nada, estou apenas dizendo o que não gosto. E aviso, esse texto vai ser longo porque há muitas coisas que não gosto. Quem não gosta de ler, essa é a hora de desistir...
Lembro dos jogos de tabuleiro, com meu primo, irmãos e colegas de infância. Todos queriam ganhar e contar a vitória. Eu não fazia a menor questão de ganhar, e quando raramente isso acontecia, não contava a vitótia. Participar era a minha diversão e pra falar a verdade, eu me divertia mais quando perdia. Ria de mim, porque de mim podia. Rir dos outros não é legal. Eu não gosto de gente que ri, que debocha ou que cochicha... Se forem adultos, eu simplesmente abomino, acho ridículo! Não, não gosto de jogos de tabuleiro. E não gosto de vídeo games. Acho chatíssimo ficar horas com aquele controle nas mãos tentando ganhar de um programa ou de outra pessoa. Ganhar pra quê? Pra matar o tempo? Desperdiçar a vida? É pra isso? Bem, seja lá pelo motivo que for que as pessoas fazem essas coisas e dão tanta importância a elas, eu não consigo apreciar... Sinto muito. Ou melhor, não sinto muito coisa nenhuma. Eu só não gosto. Assim como não gosto da vida de um não fumante. Eu não posso fumar, porque não tenho mais saúde pra fumar, mas não gosto de não ser fumante. Acho um saco a vida de quem não fuma; Não gosto de gente que não tem semancol e sabe que está sendo desagradável, porque não é possível uma pessoa não perceber que passou da conta, mas ela não para, ela não desiste, vai em frente, nem que seja pra mostrar que fez o que queria. Isso, não gosto de gente orgulhosa em demasia, isso me cheira a um egoísmo quase doentio. Sabe aquelas pessoas que param o carrinho no meio da passagem no super mercado e ficam olhando as prateleiras como se em todo o seu dia fossem fazer apenas aquelas compras e mais nada? É, eu não gosto delas. Não, eu não gosto de mentira. Mentira é uma das coisas que mais abomino nessa vida! Eu não gosto de mentiras e nem de mentirosos; Nem de mentirinha e nem de mentirão. É que nem roubo: Roubar uma laranja ou um carro estão enquadrados no mesmo artigo. É o mesmo crime. Eu não gosto de quem rouba e nem de quem mente. Ponto. Não gosto mesmo; E aqueles caras que se acham os gostosões, ou mesmo as mulheres que se sabem as gostosonas. Eu não gosto dessa gente. Não tenho a menor paciência com gente que se acha ou se sabe gostosa demais. É um saco você conviver com uma pessoa que pensa que tudo no mundo gira em torno da sua bunda. Não gosto. Já dispensei mulheres assim e tenho provas (risos), digo, testemunhas ! Não suporto MSN ou Chat’s. Ponto. Você não quer falar com aquelas pessoas naquele momento, mas elas te enchem de peguntas porque sabem que você está ali. Sinto-me pressionado a respondê-las e disso, eu também não gosto. Eu nunca entro no MSN, não me convidem, pois eu não entrarei no MSN ou em qualquer Chat pra falar com você e nem com ninguém. Se queremos conversar, podemos marcar um chope ou nos telefonar, quem sabe? Não gosto e pronto! Bem, eu não gosto de telefone também, é verdade, mas consigo confiar mais no que estou ouvindo do que no que estou lendo. Até porque, quase ninguém nesse país sabe escrever – E isso também serve pra mim, é claro. E dirigir? Eu não gosto de dirigir. Não gosto porque não dirijo igual as outras pessoas e acho que dirigir é dar chance ao universo de nos apresentar novas pessoas mal educadas e sem noção. Se dirigisse, teria que ser um carro só meu, porque eu também não gosto de dividir um carro com outro motorista. Assim como computadores e instrumentos musicais. Essas coisas são de uso pessoal, assim como cuecas, escovas de dentes e etc. Então, eu prefiro não gostar de dirigir. E não gosto. Não gosto de multidões. Não me chame para ir ao Rock in Rio, eu não vou nem mesmo se Jimi Hendrixshow a quilómetros de distância do palco, com um som horrível e um monte de adolescentes fumando maconha e falando besteiras sem parar na minha frente. Então ficou claro que eu não gosto de multidões. A não ser que eu esteja em cima do palco, é claro. Pelo mesmo motivo, não gosto de ônibus cheio ou metrô, trêm, ou seja lá o que for. Não consigo estar onde um bando de pessoas mal educadas e sem noção se roçam, se apertam, se olham desconfiadas, colocam bolsas na sua cara, passam a mão na sua bunda, ligam seus rádios sem fone de ouvido, falam no celular como se todos quisessem ou devessem saber de suas vidas, e pedem desculpas, ou não pedem, e mesmo que despretenciosamente se encostam em você. Não quero me encostar numa pessoa que eu não conheço, mesmo que essa pessoa seja a Ivete Sangalo, com aquelas coxas maravilhosas. É, pensando bem, a Ivete não serve como exemplo, porque ela eu conheço, vejo na TV todo dia. Eu não quero esse tipo de intimidade com uma gente que eu nunca vi, nunca falei, e não conheço de fato. Fato! Eu não gosto de gente me relando. De um tempo pra cá eu passei a não gostar de mulheres. Acho elas muito chatas, muito superficiais, venenosas, manipuladoras e sem noção. É, parece muito estranho, mas eu não gosto mesmo. Deve ser porque eu também não gosto de ser usado, manipulado e etc. Antes que você pense que sou Gay, posso esclarecer que também não gosto de homens. Ô bichinho idiota esse tal de homem! Não suporto homens! Querem se mostrar o tempo todo, ser mais fortes, mais bonitos, mais ricos, mais sedutores, mais inteligentes, mais tudo e qualquer coisa que os outros, mas não passam de filhinhos da mamãe. Não, eu não gosto dos filhinhos da mamãe. Eu adorava dar porrada nesse tipo de guris, quando era criança e nem sabia que não gostava de homens. Odeio também, esses que dão porrada. Putz, homens são um saco, um porre! São infantis, sem noção, acham que qualquer mulher deve ser sua empregada, que sua mãe tem que abrir a porta as três da manhã porque o coitadinho esqueceu as chaves. Aproveitando o ensejo, eu não gosto de gente que esquece as chaves. É inadmissível alguém esquecer as chaves. Minha gente, as chaves fazem parte do seu corpo. Não, eu não gosto de gente que esquece as chaves. Elas não tem o direito de esquecer as chaves! Tem os gananciosos... Odeio gente gananciosa. Veja bem, eu não estou falando de quem tem ambição, eu estou falando de ganância (Informe-se). Gente que quer o tempo todo ser alguém na vida. Putz, eu sou alguém na vida desde que nasci! Mas essas pessoas só pensam em ser o gerente do setor e estão dispostas a trair o seu companheiro, passar por cima de toda uma corporação pra ser o gerente, o diretor o cacete. É, ele não será um bom gerente, mas terá grana, ou não, mas terá a imagem de quem tem grana e poder, pra ostentar, pra fingir, pra seduzir mais mulheres, ou homens... Eu não gosto de gente que só fala de colocação social, profissional, e grana. Odeio esses assuntos e todas as teorias administrativas e comerciais corporativas. Isso é uma enciclopédia de como deve ser o peão para o dono da empresa ficar mais rico e o peão menos tempo com sua família. Odeio essa gente mais que todas as outras! Não gosto de homens que usam gravata diariamente, não confio neles. Parecem estar querendo te vender alguma coisa que você não gosta ou não acredita, mas porque ele usa uma gravata italiana ou da Villa Romana, terá mais credibilidade. Odeio mais ainda, que uma parte do sustendo de minha família venha daí, dessa nojeira! Não gosto desse e de nenhum tipo de fingimento, porque vai chegar o momento onde alguém não vai conseguir fingir e é claro que vai dar merda! E eu não gosto de merda. Não suporto merda. Odeio abrir a tampa do vaso e ver a merda de outra pessoa, mesmo que seja a merda de um filho meu. Não gosto de tomar banho com aquele caquinho de sabonete que não faz espuma. Eu não gosto. Pra mim, é como se não tivesse tomado banho. Assim também acontece com a pasta de dentes e com o papel higiênico quando estão no fnal. Eu não gosto de sujeira, não gosto de bagunça, não gosto de animais na minha cama, não gosto de TV ligada o tempo todo e nem de quem esquece que há outros muitos aparelhos interessantes além dela. Ah, eu também não gosto das pessoas que pensam que são muito espertas. Estou sempre de olho nelas e normalmente sei que é um bobo ou uma boba. Ele acha que está me enganado e eu sorrio. Não gosto de ter que sorrir pra essa gente, então, na verdade, eu estou rindo deles e não para eles como parece. E entre eles estão incluídos os que deixaram o último pedacinho de papel higiênico, restinho de pasta de dentes, o pedacinho de sabonete. Pois é, eu também não consigo gostar de gente que se acha, ou se é melhor que os outros. Normalmente são inocentes a ponto de não saberem a grandiosidade ou a mediocridade do que fazem e eu acabo rindo deles sempre, e não sorrindo para eles, como pensam. Eu não gosto de música eletrônica, nem de axé music, nem de pagode muquirana com coro vocal de iê iê iê, e nem de sucessos populares, com algumas raras excessões. Não gosto de Bossa Nova, de micareta, de chiclete com banana e nem da Jovem Guarda. Acho uma droga. Ah, também não gosto de drogas e menos ainda de gente drogada. São chatos e inconsequentes e quase sempre inconvenientes. Também não tolero gente inconsequente. E acho uma pena terem extinto o trema, a palavra inconsequente teria mais credibilidade do que um advogado com sua gravata. Não gosto dos tons das duplas sertanejas que nunca cantaram música sertaneja e também não consigo apreciar notas muito longas e altas, nem cantadas e nem tocadas em qualquer instrumento. Não gosto de músicas pré fabricadas ou programações esdrúxulas que alguns chamam de música. Não gosto de “set list’s” de ‘set up’s” e nem que se fale em inglês no meio de uma prosa em qualquer outra língua, a não ser que você tenha como idioma principal o Inglês e esteja aprendendo um novo idioma. Eu abomino pessoas que usam palavras em inglês para parecerem mais “cult”, “cool” ou todas essas coisas que tem tradução para o nosso e para todos os idiomas. (Não aturo gente “cult” e menos ainda os que são “cool” e tenho pena dos que querem ser assim, são uns chatos, metidos a besta). Não acho digno que se faça isso com a nossa língua ou com qualquer outra. Na verdade, me parece um grande desrespeito ou uma dose excessiva de baixa auto estima. Aliás, não posso deixar de dizer que eu não suporto a palavra “sofisticado” e principalmente o seu significado, porque pessoas que não sabem o que dizem vivem aplicando esta palavra para barbaridades que acham ótimas, e eu sei que só são boas para os bolsos de alguns. E não tenho paciência com pessoas demasiadamente depressivas, não consigo conversar com pessoas que falam muito devagar ou que fazem longas pausas entre uma palavra ou uma frase e outra. Gente que anda muito devagar na rua, me irrita profundamente, porque parece que aquilo é o evento do seu dia e que se danem os 500 que estão atrás dela, esperando que acabe de ver a vitrina da loja chinfrim, ou da boutique famosa. É, eu não consigo gostar de gente que se convida! Isso é uma massada, um abuso, assim como chegar na casa do outro de surpresa. É falta de educação – Mamãe não te ensinou isso? Ah, isso você esqueceu, né? Não tenho sangue frio para ouvir as pessoas dizerem como devo levar a minha vida. Eu nunca permiti que meus pais fizessem isso e pago por esses preços, e sempre pagarei com prazer. Outra coisa, não venha dividir as suas tarefas pesadas comigo, se você pensar um pouco, vai ver que eu cumpri as minhas sem te pedir ajuda! Por isso também não curto gente que tem preguiça de pensar e acha muito fácil perguntar... A essas pessoas eu costumo responder sempre com uma pergunta, porque eu tive o trabalho de descobrir aquilo e ela não vai ficar com o filé da minha resposta. Esforce-se, você consegue... Vamos lá criemos estrias no cérebro, isso pode ser bom... Caminhando ainda por aí, eu descobri muito cedo que não gosto do senso comum e se você me disser pra eu não fazer uma coisa, vou ter que descobrir o porquê de não se poder fazer aquilo (Assim que descobri Karl Marx). Normalmente descubro que devia sempre ter feito aquilo que disseram pra eu não fazer. Não gosto de gente que dita regras para outras pessoas. Fique com elas, pois certamente não servem para mim! Talvez por isso o senso comum me irrite tanto. É uma repetição do que disse o Willian Bonner ontem no Jornal Nacional. A propósito, eu não suporto o Jornal Nacional, e não aprecio o trabalho do Bonner. Acho incompleto o jornalismo que ele faz. Não acho bacana repetir uma mesma notícia a semana inteira, isso não é bom, deixa-se de dar outras notícias interessantes. Também não gosto da Sandra do Jornal Hoje! Formador de opinião na minha casa, sou eu. Eu formo as minhas, e cada um pode formar as suas. Não repito o que essas pessoas dizem e não gosto e nem converso com quem repete! Ah, Lembrei, odeio livros de auto ajuda !!! São péssimos para a auto estima das pessoas, na verdade, acho a auto ajuda deprimente! Por falar em auto ajuda, não posso deixar de dizer que não gosto de religiosos. Eles me enervam. Religiosos, de qualquer religião, me enchem o saco. Gente que só fala de religião me irrita e faz eu me desinteressar do assunto imediatamente. Assim como não tolero conversas em que a cada parágrafo a pessoa cite um provérbio religioso, um salmo, um ponto de macumba, ou qualquer coisa desse tipo. Não acredito em pessoas religiosas. Não gosto de líderes religiosos, e principalmente esses. Não gosto deles e nem de suas guerras! Aliás, eu não suporto guerras, acredito que há muitas outras maneiras de se ganhar dinheiro. Quando há religiosos envolvidos com uma guerra, aumenta a minha repulsa! Fiquem com suas fés e me deixem levar a minha vida – E por favor, afastem-se dos meus filhos !!! Ou seja: cuidem do seu rebanho, ou cuidem para que o seu rebanho me esqueça, se preferirem, porque eu não gosto nem um pouco de como ganham suas vidas e ainda assim, não interfiro ou os incomodo. Ah, eu não posso esquecer de dizer que não gosto de gente bêbada perto de mim, nem quando estou bêbado também. Mantenha o prumo, comporte-se você não virou o super qualquer coisa só porque está bêbado e eu não vou te aturar. Não gosto que falem alto comigo, não gosto que gritem ou que soltem fogos de artifício. Eu odeio fogos de artifício. Assim como odeio armas de fogo e qualquer coisa que fira fisicamente outras pessoas, acho que as palavras já podem doer o suficiente. Não gosto de policiais, de advogados, de contadores, nem de vendedores. Não tenho paciência com essa gente de propaganda e Marketing que acha que pode te vender qualquer merda, e não gosto também de motoristas de ônibus... Por uma questão de vivência. Não tive experiências boas com esses tipos de profissionais ainda nessa vida, mas ainda tenho esperanças de mudar de opinião, embora não acredite que isso vá acontecer. Não gosto de gente que nunca tem coragem e de quem tem coragem de mais, como eu. Ambos prejudicam as pessoas ou a você mesmo. E por fim, não gosto quando as coisas perdem o controle, e não consigo conviver com pessoas que não tem limites. Quando falo limites, me refiro a qualquer coisa que não tenha vírgulas ou pontos (se é que você está me entendendo) Porque eu posso explicar melhor, mesmo com esse meu português ruim – Ponderações... Pois não serve escrever e falar corretamente, o mundo já está cheio desses... Diga a que veio e se vá – Sempre prefiro pessoas que agem corretamente, pouco me importa como elas falam, normalmente isso não diz nada. Resumindo: Não bato mais palmas pra malucos dançarem. A não ser que dancem bem, é claro, ou que sejam malucos que estou gostando de conhecer agora.
Ufa... Acho que acabei. Talvez não tenha acabado, mas por horas, dias, semanas, talvez meses, não quero mais falar das coisas que eu não gosto, embora eu saiba que ainda há muito o que se dizer... Eu não gosto de me repetir, mas é o que mais faço nessa vida. Por hoje chega, isso cansa, e mexe com o emocional da gente... Cada coisa que digo que não gosto, lembro de uma pessoa ou de uma situação e isso vai machucando, machucando, estripando os buchos da gente, vai fazendo a gente reviver um monte de mágoas e situações que poderiam ter sido evitadas por mim ou pelo resto do mundo. Meu pai descobriu no outro dia, assistindo TV, que tem uma doença chamada Fobia Social. Penso que se não gostar dessas coisas todas aí em cima é ser um doente de fobia Social, tô nessa, amarradão, doente terminal e convicto... Mas não pense com isso, que no mundo há apenas coisas que não gosto, ou que eu sou um infeliz, um desgraçado, porque não sou. Eu gosto de mulher, a minha. Gosto de Homens, meus irmãos, meus amigos, meu pai, meu filho; gosto de música, a que eu acho boa. Gosto de Teatro, o que eu acho bom, gosto de livros, de Dança, de Óperas, de conversar, de opinar, de ouvir, de cantar, de tomar banho de mar, gosto de volei (feminino que é menos rápido), gosto de sexo, gosto do que é bonito e de algumas coisas que não são mesmo muito bonitas; gosto de andar de ônibus sentado no último banco com a janela aberta, olhando as pessoas, as coisas, os carros a vida acontecendo, tomando vento no rosto. Eu gosto de comer, gosto de TV, gosto de ouvir pessoas interessantes falando sobre cinema ou música, ou de qualquer coisa, mas tem que ser pessoas que eu acho interessantes; Gosto de fazer churrasco, de caminhar, gosto de andar em Madureira no meio daquela gente que não sabe onde vai, desde que eu saiba o que estou fazendo ali e qual o meu destino. Gosto de escrever, de compor, de falar, de trabalhar. Adoro trabalhar e me sentir útil, gosto de produzir, fazer bem feito, sentir orgulho disso. Mas nada se compara a terminar uma música. Eu gosto muito de terminar uma música. Eu gosto do Luciano Huck, gosto do Jô, gosto de chuva, gosto de sol, gosto de chope, de cerveja de garrafa, e Bourbon, de água gelada e de água de côco. Adoro animais: Cães, gatos, pássaros, peixes, gente... Gosto de árvores, de estradas de manhã cedo, gosto de ir pescar e pescar e de não pescar nada, de barcos e de fogueiras, festas Juninas. Gosto muito de tocar meus instrumentos, de fazer e editar vídeos, sons e textos; gosto de ser chato, de ser safo, e de ser o que sou. Gosto de conhecer gente nova e de ficar em casa vendo as crianças aprontarem todas; Gosto da vida de casado, de ter uma família e principalmente, gosto de ser pai; Gosto de sair pra beber e falar bobagens com os meus velhos amigos de sempre, mesmo que a cerveja esteja quente e que a conta seja mais alta do que pensávamos que seria; gosto de poesia, de filosofia e psicologia; gosto de ficar nú, de cozinhar e de consertar coisas, desde que eu tenha tempo livre pra isso. Gosto de velhos, de crianças e de quem sabe contar histórias. Gosto que me chamem por apelidos, gosto de dormir pouco, mas à noite e de conchinha, se for possível. Gosto de coisas cafonas e de quadros nas paredes; de fotografias, desenhos e pinturas; de flores, de janelas abertas, gosto de escrever e de receber cartas de amor; gosto que me enviem músicas por e-mail, vídeos pelo facebook, gosto de dar risada de qualquer bobagem; gosto de quem tem bom humor sempre e de quem é engraçado; gosto de briga, de carinho e de beijar; gosto de abraçar, de fazer cafuné, de massagem nas costas, de perfumes e de óculos escuros; gosto de silêncio de ficar sozinho e de gente que ajuda os outros; gosto quando as pessoas realizam seus desejos, isso me emociona muito; gosto de aprender, de surfe de peito e de todos os outros, de caça submarina; gosto de política, de ler jornais e de blogs; gosto de religiões, elas são boas para pessoas que não são religiosas; gosto de quem gosta de gostar e de quem gosta de ouvir, mas isso não é comum; gosto das manhãs e das tardes, mas somente para assisti-las se chegando ou se indo, gosto mais da noite pra viver e de viver de noite, assim como gosto da lua; gosto do outono, do inverno, da primavera e do verão; gosto de frio e gosto de calor; gosto de claro e do escuro, dos pretos, dos brancos, dos índios, dos gays, e das minorias todas, me identifico com elas, mas gosto mais do que é calmo, do simples, do limpo; do organizado, do acessível a todos, do que se diz e do que se ouve; gosto do muito e do pouco, desde que haja as duas coisas sempre; gosto de rádio de Internet e de vitrola; mas também de mp3, mp4 e acesso remoto; gosto do amor, das suas dificuldades e suas maravilhas; gosto de estar vivo embora esteja morrendo rapidamente todo o tempo... Gosto do Tom e do Gozaguinha... Amo o Gonzagão e tudo o mais que me faça sentir ou pensar emocionadamente... Gosto de saber que preciso escrever, compor músicas, ler e ouvir pra inventar um mundo novo e talvez isso seja arte, ou não, porque eu não me encaixo nisso que chamam de mundo aí fora... Todos os dias eu me pergunto o que é que estou fazendo aqui, já que não gosto de nada... E enquanto a resposta não vem, vou propondo novas soluções com minhas músicas, meus vídeos, meus textos, minha vida... E não se engane não meu filho, isso é que é viver.
Ah, é inevitável dizer que eu adoro resmungar...
Rio de Janeiro, 14 de Novembro de 2011.
Alexandre de Roure.

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