sexta-feira, 3 de setembro de 2010

COM O 38 APONTADO PRA MINHA CABEÇA

02 de setembro...

Sim, impreterivelmente, acordei as 20:00h. Tomei banho, coloquei a janta das crianças, depois jantei. Beijei a mulher, os filhos e saí de casa já com o 38 apontado para a minha cabeça. Passei a mão na cabeça do cachorro que me olhou com ares de fome, como sempre faz, mas já havia comido. Bati o portão, fiz a minha oraçãozinha de todos os dias... Pedi proteção pra minha casa, pra minha família e segurança para ir e vir do trabalho, e fui. Quando eu chegava ao ponto, já vinha o ônibus, e o melhor de tudo, fiz sinal e ele parou pra mim – Um bom pressentimento para esse término de dia primeiro de setembro – Subi no ônibus , dei boa noite ao motorista e agradeci, passei na roleta e vi que o meu lugar preferido estava livre, no último banco da direita à janela. Sorri. Sentei-me sem medo, não havia passageiros suspeitos no carro esta noite. Abri a janela, pus uma Halls preta na boca, acomodei a mochila no colo – Zarpamos... É, bom começo, pensei ainda atordoado, mas, vida que segue, né ? Bora, vamos em frente... Muita gente na rua, e quica e sacode, e para, e arranca, e é sinal aberto, sinal fechado, sobe ladeira, desce ladeira, apita não sei o que lá no painel do motorista porque ele arrancou com o carro em segunda marcha, e para de novo, engata a primeira, sai, apita de novo, para de novo, arranca outra vez, e ah, que calor de fazer inveja a qualquer verão que eu tenha conhecido, menos o último é claro, eu pensei, porque o último foi notícia de jornal durantes os três meses. Bem o goleiro Bruno também foi, mas acho que isso é um defeito dos jornais e não do tempo... Sigamos... mas, sim o ar estava muito seco, eu hoje acordei de novo com uma ponta de falta de ar... Coisa de uma bronquite que nunca tive, mas andei fumando demais, e é claro, bebendo demais, aí dá nisso mesmo... Vida que segue... 260 (Valqueire X Pça XV) – Seguindo... Méier, Marechal Rondon, Mangueira, Vila Isabel, Maracanã, jogo do Flamengo, eu com medo daquela gente entrar no ônibus, passamos... O motorista não parou, graças a Deus! Definitivamente eu estava num dia bom... Ufa ! Pça da Bandeira, Viaduto, Av. Presidente Vargas, puxei a sineta e desci agradecido, o piloto havia parado em frente à passarela, nem acreditei, geralmente eles todos param em frente ao prédio do teleporto. Que bom, hoje ando menos... Acendi um cigarro que eu fumei com dificuldade porque o ar na rua estava pior que o de dentro do ônibus, caminhei uns minutinhos e chegando a portaria dei boa noite aos seguranças, um abraço no Bebezão, que é meu camarada, passei o crachá, girei a catraca, e estava atrasado dez minutos, mas isso era bom, me livrava da passagem de turnos, coisa que eu detesto e me aborrece tanto. _Opa, boa noite, boa noite! Eu disse ligando o terminal... Fiz o maldito logon e comecei a abrir aquele monte de programas e toda a sorte de parafernálias para a monitoração de mais de quatrocentos servidores, softwares, e essa porcariada toda que dizem ser necessária para disponibilizar os sistemas da Empresa 24horas. Nesse exato momento, me lembrei de um antigo gerente que me dera uns dois anos atrás, um dia de folga no meu aniversário. Pensei que ele me fizera muito feliz naquele dia e em todos os outros que passei sob sua gestão naquela empresa... Pena que foram poucos, muito poucos... Vida que segue... Loguei no Main Frame e vi mais de duzentos e setenta processos esperando por mim. Sinal que a emissão de documentos dessa noite estava bem atrasada e além de passar uma noite tensa, eu iria trabalhar como um louco... Já nesse momento tive um ataque súbito de ira e comecei a reclamar desesperadamente da incompetência coletiva daquela turma que finge que trabalha há trinta anos, mas tive tempo de pensar que eu só os carregava nas costas a quinze... E que eram os mesmo vagabundos, e que deixavam as mesmas coisas por fazer, uns tapados, desorganizados e etc, etc e etc. Bem, nessa hora a temperatura já estava a uns cinqüenta graus lá na sala de pressão e tortura, que é como eu chamo carinhosamente a minha repartição... O Meu querido supervisor já irritado, e logo ele que é um cara calmo e paciente, resolveu dar um basta na minha choradeira dizendo que eu devia pedir pra sair, porque eu estava impregnando o meu organismo de coisas ruins e que a minha família é que iria sofrer se eu tivesse um pirepaque, e que os mesmos vagabundos arranjariam outro para carregá-los nas costas quando eu me fosse... Menos contente ainda, eu continuei falando e resmungando sem parar. Abri meus e-mails e li um do meu antigo gerente, sim , aquele que me dera uma folga um dia... E ele pedia prioridade em dois processos e recomendava antes de se despedir, no rodapé da página, que não deixássemos de sorrir. Nessa hora, ensandecido eu me levantei da cadeira e o xinguei com todas as minhas forças, porque a final de contas, eu só podia rir da minha desgraça naquele momento. Calei-me também de súbito, olhei o relógio e já eram 23:15h, quando decidi descer pra fumar um cigarro. Sai da sala sem avisar, mas todos sabiam, porque peguei o maço de cigarros e o celular da mesa, antes de bater a porta. Respirei fundo, e com alguma dificuldade ainda, mas estava decidido a fumar pelo menos um cigarro inteiro. Saí. Passei na copa e me servi de um daqueles cafezinhos horrorosos que só tem nas melhores empresas para se trabalhar e fui até o segundo hal de elevadores. Apertei o botão com a mão mais suada e depois a enxuguei na calça. Entrei no elevador E6, que é o meu preferido, todo em inox e espelhos, com a mesma secretária eletrônica de voz sexi de todo dia, falando pausadamente nos meus ouvidos em que andar eu estava e para que andar que estava indo, como se eu já não estivesse vendo essa porcaria de informação inútil no visor digital de trinta centímetros a minha frente. Claro que eu a xinguei e desejei com todas as minhas forças que ela fosse muda! Depois pensei que todas as mulheres do mundo, exceto a minha filha e a minha mãe, deveriam ser mudas... Mas esse era um outro problema e eu não queria misturar as coisas naquele momento de jeito nenhum, porque um dia que começara tão bem, acabara de mudar de lado, e ficar contra uma mulher numa hora tão crítica como essa era a garantia de que o resto do meu dia poderia se transformar num verdadeiro inferno, mesmo que esta mulher seja uma gravação eletrônica de elevador, pensei: Mas é mulher !!! vai que esse troço para e eu fico a noite toda trancado aqui dentro... Atravessei a roleta e a porta de vidro da garagem retirando o cigarro e o isqueiro do bolso afobado, o acendi e dei um trago profundo, exterminando totalmente a possibilidade de voltar a respirar bem naquela noite. Soltei a deliciosa baforada e em fim, entendi o que o meu ex-gerente queria dizer com o “não se esqueçam de sorrir” – retirei o xingamento imediatamente e pedi perdão a Deus, ele não merecia esse tipo de calúnia da minha parte, ele não !!! Nossa que cigarro maravilhoso, esclarecedor, calmante, melhor que lexotan e essas coisas. (ops, um momento, preciso ver se a cerveja não está congelando). Ah sim, voltando, cigarro fumado, ânimo renovado, voltei para o meu ex-amado trabalho. Mudo, é claro ! Verifiquei o spool, as áreas de dump, a quantidade de fitas disponíveis nos robôs e etc, etc e etc. em fim, pus-me a trabalhar como um louco ! Trabalhei, trabalhei, trabalhei, telefone, telefone, telefone, dedos descompassados num teclado horrível, diga-se de passagem, mas fui em frente. Fiz o melhor que pude pra apagar aquele incêndio. Não apaguei. As 03:00h da madrugada eu já sabia que não conseguiríamos processar a tal da linha crítica no horário programado e com essa loucura toda me esqueci de dizer que apesar de eu não estar em condições de conversar com ninguém, as 00:10h os meus colegas de trabalho me deram os parabéns, e nesse momento eu vi o cão do 38 puxado pra trás, e seu enorme cano prateado, ventilado, reforçado, brilhante, apontado diretamente para o meu nariz. Gostei que meus colegas tivessem me dado os parabéns, mesmo sem eu merecer qualquer palavra naquele momento, mas ao mesmo tempo, odiei que eles tivessem sido os primeiros... Vida que segue, e seguiu até as 03:30h quando eu resolvi jantar. Isso, sentei-me na poltrona desconfortável da recepção e cochilei por uns quarenta ou cinqüenta minutos, pois antes disso eu havia passado mais ou menos uma hora resmungando comigo mesmo as mesmas coisas que já havia reclamado em público... Adormeci. As 05:00h levantei-me e arrumei a casa para passar o turno as 06:00h e não tive coragem de observar que meu jantar durara duas horas e ninguém comentara a minha falta de responsabilidade. Pensei que eles deviam trabalhar melhor sem que eu estivesse por perto e isso me deixou com a sensação de que eu era um desses caras chatos e amargos que ninguém gosta ou tem o prazer de estar perto. E sou. Fiquei meio mal por alguns instantes e logo, logo recobrei a consciência de que eles estavam nessa situação por que queriam, pois poderiam reclamar comigo e ou pelo menos de vez em quando, tomar a frente das coisas e as resolverem, sem ficar esperando eu chegar para o nosso turno acontecer, mas... Deixa pra lá, vamos em frente. Dez minutos para as seis e chegam os colegas do dia. Passei o turno rapidamente, dei logoff na estação, levantei-me, dei bom dia e parti. O ônibus veio em menos de cinco minutos e eu quis acreditar que o dia podia começar a ser bom novamente. Dei bom dia ao motorista, sentei no meu banco preferido novamente, saltitei, balancei, cabeceei o vidro algumas vezes e Campinho, lar doce lar... Resolvi fazer dois sanduíches e um copo duplo de Nescau e tomei café da manhã admirando meus passarinhos e aquario na copa, toda suja de alpistes e penas coloridas pelo chão, pensando até quando a minha mulher vai aturar essa bagunça dentro de casa... Subi, li duas páginas de “O amor nos tempos de Cólera” e deitei-me. Ela se levantou, já eram quase oito horas e há essa hora o meu filho já estaria no segundo tempo de aula. Ela me beijou e deu os parabéns depois de ter escovado os dentes. O Presente, disse que só daria a noite, quando estivéssemos todos juntos. Sem problemas, eu não ligo para presentes, estava mesmo preocupado com outra coisa e ela não tardou a chegar ao ponto que eu queria, perguntando se eu havia conseguido uma folga para essa noite. Disse-lhe que sim, que havia trocado com um amigo e que ficaria em casa, mas que estava muito preocupado se ela não estaria armando alguma surpresa como uma reunião e essas coisas que eu ODEIO !!! Quer me encher o saco é armar uma festinha surpresa pra mim... Eu fico louco com esse negócio ! Primeiro que eu odeio fazer aniversário. Você tá caminhando pra morte e vem todo mundo te dar parabéns... Eu quero esquecer que estou mais velho, mas vem uma cacetada de gente me lembrar e com as mesmas palavras, e é sempre uma agonia... É uma agonia que eu passo a cada pessoa que telefona. Ela disse que não, que eu não teria nenhuma surpresa, nem com o presente, havia comprado o que eu lhe pedi. Respirei aliviado e adormeci em cinco minutos. Demorei o suficiente para vê-la linda numa calça florida, blusa branca, colares coloridos e uma sandália de que devia ter um palmo de altura. Cheirosa, exuberante, cabelos molhados... Bem adormeci, não tinha outro jeito... As 11:00h ela liga pra me acordar, vê logo que eu estou estragado e fala pouco... Sentei na cama e percebi que o 38 já havia disparado e eu continuava ali, louco e intacto na minha loucura rotineira. Agradeci muito a Deus pela família que me deu, pelos filhos e até pelo trabalho... Levantei, escovei os dentes, acendi um cigarro e fui pro banheiro... Tirei fotografias de mim mesmo enquanto estava no trono... Pensei, estou numa idade que já não se pode mais ter certos pudores... A vida passa e você precisa desmistificar certas coisas que faz todos os dias, mesmo sem gostar... Sai do quarto mais leve... A guria já estava no banho. Tomei um cafezinho e acendi outro cigarro... A falta de ar voltou... Preparei o almoço pra guria... Ela saiu do banho linda e molhada demais, como sempre, me beijou e desejou um feliz aniversário. Coloquei seu prato e ela comeu tudo, sem eu ralhar, puts, que presente maravilhoso ela me deu sem saber. O Telefone tocou e era o meu pai, foi rápido e rasteiro, ele também odeia fazer aniversário e foge de casa nesse dia pra não receber os telefonemas... Ótimo ! Em seguida ligou minha avó querida ! Depois ligou mamãe, a macaca preta, depois o irmão caçula... Respirei alguns minutos e ligou um tio que quase nunca vejo, falou ele e a tia, depois ligou outra tia. Respirei, ligou a Bisa dos meus guris, levei a guri na escola e encontrei o meu guri tocando violão na escadaria do colégio, despreocupado da vida. Mandei-o pra casa ele foi. Fui até a banca de jornais comprar cigarros e estava fechada, voltei. Abri uma cerveja e o telefone tocou novamente, mas já não me lembro, ah, sim era o tio Birinha, meu padrasto, depois, depois... Ah sim o Meu outro irmão, esse saca logo, diz parabéns e muda de assunto, é como eu, odeias essas coisas e Jesus te ilumine e etc. fim. Falei, falta pouca gente... Almocei e fui pra caminha novamente, avisei ao guri que não me chamasse se o ligassem para mim. Blz, dormi o sono dos justos... Claro sem lembrar de dizer que o guri colocou aparelho nos dentes ontem e não com seguiu comer a comida que tinha pronta, mas o papai aqui foi lá preparou um purezinho de batata com ovinhos cozidos pra facilitar o bebê... Ah, não disse também que depois de eu atender uns dois telefonemas na frente dele, ele percebeu que era meu aniversário e me deu os parabéns de longe, sem graça, sem beijos e sem abraços. Fiquei mal, cara... Dele eu queria um abraço... Vida que segue, os homens são assim mesmo... Fazer o que? Bem eu dormi o sono dos justos, sonhei com os 85000000 acumulados na mega sena, sonhei que estava pegando onda numa praia, com um cara paraplégico que tinha uma cadeira especial pra isso e eu dei uma ajeitada nela e o cara adorou... No fim, eu peguei muitas ondas e terminei voltando pra um antigo sonho com ondas gigantes e ferozes que eu já havia sonhado antes com meu irmão... Sonhava que nós fugíamos dessas ondas devastadoras, mas elas eram lindas e verdes escuras... Estouravam como bombas na areia – Aí depois eu sonhei com cães. Sonhei com quatro filhotes de labradores e que a minha esposa queria pegar um deles pra nós, e eu ficava maluco porque já temos dois, mas ela aceitava assim mesmo porque a dona dos filhotes arranjaria a qualquer hora um pra nós, porque era criadora e quando ela se virou pra nos dizer isso vi que era uma persona não grata que eu não vejo há anos e nem gostaria de ver. Fez minha mãe sofrer um bocado e a meu irmão também, tomei pavor dela, mas ela era a dona dos cachorrinhos e disse que custariam apenas R$ 25,00 cada um e que se quiséssemos uns filhotes já ensinados que aí custaria R$ 60,00, mas que todos estavam saldáveis, vermifugados, vacinados e etc, etc e etc. E eu acordei com a sensação de ter sido lambido por um cachorro, mas eu só precisava urinar. Urinei e voltei pra caminha onde permaneci em repouso absoluto até as 19:06h. Mandei o guri pro banho e pensando que os números 38, 25, 60, 02, 09 e 10 poderiam ser um palpite para a mega-sena acumulada, ou que eu podia jogar no bicho, porque eram muitos cachorros no sonho, ou no burro que era eu, e coisa e tal, aí eu fiquei muito animado com isso, mas eu queria mesmo era relatar e postar essa loucura toda aqui no blog, mas tinha que entrar no banho porque iríamos jantar fora os quatro as 19:30h. As 19:40h a patroa chegou e a guria precisava apenas tirar a roupa do balé para sairmos. Recebi o meu presente, e um beijo da patroa. Quando bati a porta o telefone tocou e eu disse que se já não estávamos dentro de casa é porque não tem ninguém em casa e é claro, não precisava atender ao telefone. Ufa... Fomos no carro falando de como eu aprecio esses telefonemas de aniversário com muito bom humor e nos divertimos até o restaurante. Ela cumprira o que me prometera, sem surpresas, e eu fiquei feliz de verdade até o telefone celular tocar pela segunda vez – Desliguei-o, claro, sorri e Jantamos, Eu e minha família, rimos, brincamos, apartamos briguinhas inocentes das crianças, calamos e pagamos a conta logo após a guria não conseguir comer todo, um sorvete quase maior que ela e voltamos para o nosso lar... Cada um pro seu cantinho, saindo de fino... Aí eu olhei discretamente para o visor da secretária eletrônica: 18 chamadas não atendidas e disse Graças a Deus que eu não estava em casa !!! Apaguei-as uma a uma com atenção e respeito por todos os que ligaram e deixaram recados, e mais respeito ainda pelos que não deixaram... Pois falar com uma máquina é um absurdo maior ainda !!!
É meu velho, 38... Vida que segue, fazer o que, né?
(A propósito, a cerveja não estava congelada e eu estou bebendo a segunda) Eu fico com muita raiva quando alguém faz este tipo de comentário no meio de um texto qualquer, e não dá satisfação de como terminou a coisa.
Se alguém perguntar pelo 38, digo que a única coisa que conheço com esse nome é um revólver...
Felicidades e muitos anos de vida !

2 comentários:

  1. Ai, ai... se eu soubesse que vc detesta tanto assim os tradicionais telefonemas de "Feliz Aniversário", nem teria me esforçado tanto assim em conseguir falar contigo ontem, seu cachorro! hahahaha
    Bastava ter pensado em vc o dia inteirinho, e enviando as doses cavalares de energia positiva que eu enviei, com aquela vibração boa que sempre emitimos a quem queremos bem.
    Fato é que eu ainda me vejo apegada a alguns "costumes sociais" que nos são impostos com o passar dos anos... hehehe Mas... dane-se! Agora já foi!

    Adorei teu texto! Escreva sempre, e mais, e mais, e mais... para mim é deleite puro!

    Beijos e afeto,
    Flá

    ResponderExcluir
  2. PARA DE FUMÁ E DE BEBÊ ASSIM! PORRA! QUER ME MATAR????????????????????! AJWGTR65rq6eBTR!%¨!$E!$%!E#W!$#@!T!T¨&!T@&$¨@%R!R&%R&R&%!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ResponderExcluir

Comentários

Obrigado pelo acesso !!! - Deixe seu comenário, ele é muito importante...